Licores 'diferentões' da Bahia: cupuaçu com pitaya e pistache
Licores 'diferentões' da Bahia: cupuaçu com pitaya e pistache

Os licores tradicionais já conquistaram o coração dos baianos durante os festejos juninos, mas são os sabores 'diferentões' que ganham destaque a cada ano. Receitas cada vez mais complexas despertam a curiosidade e se fixam nos cardápios das empresas produtoras.

Sabores inusitados para 2026

Às vésperas das festas e em meio aos preparativos para a Copa do Mundo, quando o consumo tende a crescer, muitas marcas já fizeram suas apostas. Cupuaçu com pitaya, chocolate branco com geleia de maracujá, pistache, Ninho com frutas vermelhas e pudim estão entre os sabores que se destacam nas opções oferecidas no estado.

Processo de criação do licor

O g1 apurou as etapas que o processo de criação do licor passa até chegar à venda. A primeira é a formulação da ideia do que preparar e como. O licor pode ser cremoso ou não, ser livre de lactose e até não ter álcool.

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O próximo passo é o teste, que determina, entre outras coisas, o período de validade da bebida. Para a maioria dos produtores, a avaliação começa na família e pode contar com a participação dos clientes mais próximos.

'Só depois de passar pela família e amigos que esse licor vai para uma análise do Ministério da Agricultura. Após esse teste e o registro do licor, é que a gente consegue lançar esse sabor', contou Vanessa Taís, representante do licor Arraiá do Quiabo. Natural de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, a marca tem um sabor em processo de testes desde a temporada passada e não deve sair ainda neste mês.

Demanda de venda define permanência

Para se manter no cardápio, o quesito determinante é a venda, conforme destacou o nutricionista e empresário Fabio Alves, responsável pela marca SeuZé e Bonita Licor Artesanal, de Salvador.

'A avaliação é realmente da demanda de venda. No primeiro ano, eu acabo não tirando totalmente do cardápio, porque os clientes também mudam de um ano para o outro. Eu faço um teste de pelo menos dois anos para saber se as pessoas gostaram mesmo ou não', explicou.

Desafios na produção

O processo de produção requer paciência, pois além da espera pelo sucesso dos novos sabores, existem dificuldades no preparo. Rosivaldo Pinto, que herdou e administra com o filho o licor Roque Pinto, também de Cachoeira, destacou:

'O que dá mais trabalho aqui é o de milho verde, porque a gente tem que descascar, debulhar, cozinhar, triturar, peneirar e depois fazer o processo de fazer o licor em si. É um senhor trabalho'.

Preços e expectativas para 2026

Tudo isso é levado em conta na estipulação dos valores. Neste ano, conforme levantamento do g1, o litro varia entre R$ 18 e R$ 50 nas principais fábricas. As vendas acontecem durante todo o ano, mas é em junho que elas 'decolam' nos gráficos.

Fabio Alves afirmou: 'As vendas deste ano estão ótimas. A expectativa é zerar o estoque, que já está no final. E já pensando no ano que vem'.

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