Novos centros de reabilitação de animais silvestres serão construídos em SP
SP terá 5 novos centros de reabilitação de animais silvestres

O Governo de São Paulo anunciou a construção de cinco novos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) em cidades do interior, com investimento total superior a R$ 67 milhões. Presidente Prudente está entre os municípios contemplados, conforme divulgado nesta terça-feira (9). O acordo foi firmado entre o governo estadual, o Ministério Público (MP) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE-SP).

Objetivo dos novos centros

A criação dos novos Cetras visa ampliar a capacidade de resgate, triagem, reabilitação e destinação de animais silvestres em todas as regiões paulistas, atendendo 19 companhias da Polícia Militar Ambiental. Atualmente, animais resgatados na região de Presidente Prudente são encaminhados para a Associação Protetora dos Animais Silvestres (Apass), em Assis, como ocorreu recentemente com um filhote de tamanduá-bandeira encontrado em Presidente Venceslau.

Cidades contempladas

Os novos centros serão implantados em Jales, Presidente Prudente, Itapeva, Botucatu e Araçatuba. As unidades de Presidente Prudente e Itapeva têm previsão de funcionamento a partir de 2028, enquanto Jales deve receber o Cetras em 2027. As instalações ocuparão áreas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), com adaptação de prédios existentes e construção de recintos específicos para fauna silvestre.

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Cetras-escolas em Botucatu e Araçatuba

Botucatu e Araçatuba receberão Cetras-escolas, resultado de convênio entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Essas unidades terão foco em ensino, pesquisa e extensão, integrando atendimento veterinário especializado, formação de profissionais e produção de conhecimento científico aplicado à conservação da fauna. A previsão é que sejam entregues no segundo semestre de 2025.

Investimentos e parcerias

O DER-SP investirá R$ 9 milhões em infraestrutura física, enquanto a Semil destinará R$ 30,75 milhões para operação e manutenção das equipes técnicas. Os recursos cobrem obras, equipamentos, adequação de estruturas e custeio operacional. Para os Cetras-escolas, o convênio entre Semil e Unesp prevê R$ 27,45 milhões ao longo de cinco anos. O acordo decorre de ação civil pública que trata da ampliação da estrutura de atendimento à fauna silvestre no estado.

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