O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM) celebrou na quinta-feira (25) seus 47 anos de fundação com um jantar no restaurante do Hotel Adrianópolis All Suites, na Zona Centro-Sul de Manaus. O evento, que começou às 19h30, reuniu representantes do setor produtivo, empresários e autoridades, e teve como tema "47 anos construindo o Amazonas".
Déficit habitacional e crescimento pós-pandemia
Fundado em 1979, o sindicato chega a quase cinco décadas de atuação na defesa dos interesses da construção civil amazonense. Segundo o presidente da entidade, Frank Souza, o Amazonas possui um déficit habitacional estimado em cerca de 180 mil moradias, sendo aproximadamente 120 mil apenas em Manaus. Esse cenário mantém aquecida a demanda por novos empreendimentos. "O setor da construção civil do Amazonas vai muito bem. Depois de um período de desaceleração durante a pandemia, retomamos um crescimento consistente, impulsionado principalmente pelo Minha Casa, Minha Vida e pelo programa Amazonas Meu Lar", afirmou.
Obras públicas e desafios logísticos
Além do mercado imobiliário, a atividade da construção civil é fortalecida por obras públicas em andamento, como estradas, escolas, hospitais, viadutos e projetos de infraestrutura. Apesar do cenário positivo, o setor enfrenta obstáculos, como o alto custo para execução de obras no interior do estado, devido às dificuldades de transporte de materiais e mão de obra. Outro desafio destacado por Frank Souza é o impacto dos processos burocráticos para aprovação de projetos e emissão de licenças. O sindicato também participa de discussões sobre a adequação das normas ambientais à realidade urbana de Manaus, especialmente em áreas consolidadas que enfrentam restrições legais.
Qualificação profissional e inovação
O Sinduscon-AM desenvolve ações voltadas à qualificação profissional, inovação tecnológica e promoção da saúde dos trabalhadores. Entre os principais projetos está a ConstruNorte, feira que se consolidou como um dos maiores eventos do setor na região Norte. Realizada em parceria com a Rede Amazônica, a feira reúne empresas, especialistas, instituições e profissionais para apresentar novas tecnologias, materiais inovadores, soluções sustentáveis, softwares, equipamentos e tendências. Segundo Frank Souza, o evento também funciona como espaço de debate sobre temas estratégicos como sustentabilidade, industrialização da construção, qualificação profissional e modernização dos processos construtivos.
Perspectivas para 2026 e 2027
Para o segundo semestre de 2026, a expectativa do sindicato é de continuidade do crescimento, favorecido pelo período do verão, que tradicionalmente acelera a execução de obras. "A perspectiva para o segundo semestre de 2026 e para 2027 é muito positiva. Temos novos projetos habitacionais, expansão de bairros planejados e crescimento da demanda por áreas industriais e logísticas", destacou o presidente.



