Produção de motos no PIM atinge 1,06 milhão no 1º semestre, maior volume desde 2011
Produção de motos no PIM atinge 1,06 milhão no 1º semestre

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) divulgou que as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 1.063.397 unidades no primeiro semestre de 2026. O número representa um crescimento de 6,3% em comparação com o mesmo período de 2025 e configura o melhor desempenho para os seis primeiros meses do ano desde 2011.

Desempenho recorde e perspectiva anual

Segundo a Abraciclo, que reúne fabricantes como Yamaha, Honda, Dafra, Bajaj e Suzuki, o resultado evidencia a capacidade de resposta do setor ao aumento da demanda. O presidente da entidade, Marcos Bento, afirmou que o volume “evidencia a eficiência das fabricantes em responder ao crescimento do setor”. A meta das associadas para 2026 é atingir 2,07 milhões de unidades produzidas até o fim do ano.

Junho registra queda sazonal

Apesar do desempenho semestral positivo, junho apresentou retração. Foram montadas 130.875 unidades, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 29,9% na comparação com maio. Marcos Bento explicou que o resultado já era esperado devido às férias coletivas programadas pelas fabricantes. “A pausa temporária na produção também é utilizada para manutenção das linhas e aperfeiçoamento dos processos industriais”, destacou o executivo em nota.

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Liderança das motos de baixa cilindrada

Os modelos de baixa cilindrada (até 300 cc) dominaram a produção, com 831.213 unidades, equivalentes a 78,2% do total. As motocicletas de média cilindrada (entre 300 e 600 cc) somaram 199.899 unidades (18,8%), enquanto as de alta cilindrada (acima de 600 cc) alcançaram 32,2 mil unidades, representando 3% da produção.

Linha de crédito Move Brasil e desafios logísticos

Para alcançar a meta anual, Bento informou, em entrevista coletiva, que as associadas contarão com o programa Move Brasil, linha de crédito voltada para trabalhadores de aplicativos. O lançamento, previsto inicialmente para esta data, foi adiado em duas semanas devido a testes nos sistemas. O executivo também abordou a possibilidade de um El Niño forte, que pode agravar a seca nos rios da região Norte. “A indústria aprendeu com a situação dos últimos dois anos e agora se precavê das adversidades”, afirmou. Manaus depende integralmente do Rio Amazonas para o fluxo logístico, tanto para o escoamento de produtos manufaturados quanto para a recepção de insumos industriais.

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