Um porco-espinho mobilizou uma operação do Corpo de Bombeiros após subir em um poste de energia elétrica de cerca de 15 metros de altura e ficar preso, nesta segunda-feira (15), no bairro Alvorada, em Lucas do Rio Verde, a 332 km de Cuiabá.
Operação de resgate
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes foram chamadas após os moradores da região perceberem o animal no alto da estrutura e se preocuparem. Ao chegar ao local, os bombeiros confirmaram que se tratava de um ouriço-cacheiro, popularmente conhecido como porco-espinho, que estava sobre o poste da rede elétrica a aproximadamente 15 metros do chão.
Por causa da altura e dos riscos envolvidos, os militares montaram uma operação especial para retirar o animal em segurança. Após o resgate, o porco-espinho passou por avaliação e não apresentava ferimentos. Em seguida, foi devolvido à natureza em uma área de reserva ambiental.
Características do animal
O porco-espinho normalmente tem o dorso coberto de espinhos longos e aguçados, de cor acastanhada e com bandas escuras nas extremidades. Esses espinhos se destacam facilmente do corpo e são sua defesa. Quando algum animal tenta atacá-lo, leva consigo alguns espinhos, que já se encontram soltos, contrariando a crença de que o ouriço arremessa os espinhos.
Seus predadores naturais são os texugos, os gatos selvagens, os cães, os lobos, as raposas e as doninhas. É considerado um arborícola, de hábitos essencialmente noturnos e solitários. No Brasil, há pelo menos oito espécies, de três gêneros diferentes. A espécie mais ameaçada é a Chaetomys subspinosus.
Ele se prende aos cipós, agarrado a até 15 metros de altura como uma estratégia de sobrevivência. Se alimentam de frutas, raízes, vegetais cultivados e insetos. Eles procriam na primavera e no verão. Normalmente a prole é de quatro crias.
Orientações para a população
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) reforça que, ao encontrar um animal silvestre que necessite de resgate, a população deve acionar a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros. A orientação é não tentar capturar o animal, para evitar riscos tanto à segurança das pessoas quanto à integridade do animal.



