Yvila Rodrigues, 14 anos, e Jhenifer dos Santos, 15 anos, são judocas multicampeãs que treinam no Instituto dos Cegos, no bairro São Gerardo, em Fortaleza. Ambas foram convocadas para a competição nacional de judô paralímpico, que ocorrerá entre 1º e 6 de novembro, e integram a Seleção Brasileira Paralímpica de Judô de Base.
Trajetórias de superação no esporte
As atletas começaram no judô por incentivo de Tiane Nogueira, treinadora do Instituto dos Cegos. Jhenifer conta que sua mãe sugeriu um teste: “Nunca imaginei que isso tomaria a proporção que tomou. Comecei a treinar, participei de algumas competições e fui para minha primeira disputa nacional, o Escolar, em São Paulo. Depois fui convocada para a Seleção de Base e surgiram várias oportunidades, principalmente internacionais.”
Yvila relembra: “O judô surgiu primeiro como uma aula experimental. No começo, não tive tanto apego, mas fui porque queria praticar alguma coisa. Aos poucos fui evoluindo. Minha primeira competição nacional foi o Escolar de 2022. Em 2024, fui convocada para a Seleção de Base, onde estou até hoje.”
Destaques em competições nacionais e internacionais
Nas Loterias Caixa, Yvila conquistou o ouro e Jhenifer ficou com a prata. Nas Paralimpíadas Escolares, o pódio se repetiu. Na Alemanha, Yvila foi campeã e Jhenifer terminou em terceiro lugar. “Foi uma fase bem puxada, mas em que aprendemos bastante. Treinamos com a Seleção principal e também com a galera da base. É uma honra estar ao lado deles”, disse Yvila.
Jhenifer completou: “É muito bom ter esse contato com eles e também com a galera da base, que já treina com a gente há algum tempo. É legal conhecer pessoas diferentes e formas diferentes de treinar.”
O papel da treinadora Tiane Nogueira
Tiane dedica sua carreira a abrir portas para jovens. “Tenho certeza de que consegui alcançar tudo o que sonhei quando estava na faculdade. Mas, no judô, meu maior sonho é ver essas meninas chegarem à Seleção principal. Apesar de ser um esporte individual, o judô também é coletivo”, afirmou.
As histórias de Yvila, Jhenifer e Tiane mostram como o esporte amplia oportunidades e fortalece laços em Fortaleza, que celebra 300 anos. Iniciativas como a do Instituto dos Cegos revelam que inclusão é criar condições para que talentos sejam descobertos e reconhecidos.



