Um inspetor escolar foi agredido por dois adolescentes dentro de uma escola estadual no bairro Mineirão, na Zona Norte de Sorocaba (SP), na quinta-feira (25). O caso ocorreu após o funcionário impedir que os jovens entrassem em uma sala de aula na qual não estavam matriculados.
Detalhes da agressão
Conforme apurado pelo g1, a Polícia Militar foi acionada e conversou com a vítima, que relatou ter orientado os adolescentes, de 16 e 17 anos, a retornarem às suas respectivas salas, mas a ordem não foi obedecida. Os estudantes passaram a agir de forma agressiva após o pedido. Um deles empurrou a vítima, enquanto o outro deu diversos socos no rosto do funcionário.
O laudo médico apontou fraturas em mais de um osso da região do olho esquerdo, além de inchaço e hematomas, o que indica que a agressão provocou lesões significativas na face da vítima.
Encaminhamento legal
Após o ataque, a direção da escola entrou em contato com os responsáveis pelos adolescentes, que compareceram à unidade de ensino. Todos foram encaminhados à delegacia pela Polícia Militar. Os jovens foram liberados após o delegado avaliar que o caso configura ato infracional análogo ao crime de lesão corporal de natureza leve.
Apesar de a ocorrência envolver violência, a polícia não identificou elementos que justificassem a apreensão dos estudantes. O delegado destacou que, em situações semelhantes envolvendo adultos, o procedimento adotado seria o registro de um Termo Circunstanciado, sem prisão.
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os dois adolescentes foram entregues aos responsáveis legais. Eles assinaram um termo de compromisso para apresentar os jovens ao Ministério Público ou à Justiça sempre que forem intimados. O caso segue em apuração.
Posicionamento da Seduc
Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Sorocaba disse que repudia qualquer forma de violência dentro ou fora da escola e que todos os envolvidos foram identificados e afastados temporariamente enquanto as medidas administrativas e pedagógicas são tomadas.
"Os responsáveis foram orientados, o apoio policial foi solicitado, o Conselho Tutelar foi acionado e foi registrado Boletim de Ocorrência", afirmou. Disse ainda que o conselho de escola foi convocado para falar sobre o assunto. O inspetor recebeu atendimento e está afastado por licença médica. O caso foi registrado na Plataforma Conviva e todos foram encaminhados para acompanhamento psicológico, garantindo suporte aos envolvidos.



