Força-tarefa em Belém tenta reduzir mortes de garças na praça Batista Campos
Força-tarefa em Belém para reduzir mortes de garças na praça Batista Campos

A Prefeitura de Belém iniciou nesta terça-feira (14) uma força-tarefa na praça Batista Campos para reduzir a concentração de garças no local. A ação ocorre pouco mais de um mês após o g1 mostrar denúncias de moradores, comerciantes e especialistas sobre a morte frequente de aves, o acúmulo de fezes e o mau cheiro em diferentes áreas do espaço.

Medidas adotadas

As medidas incluem a lavagem diária da praça, realizada pela Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), e ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), que, segundo a prefeitura, têm como objetivo estimular a migração das garças para outros ambientes urbanos. De acordo com a Sezel, a limpeza será realizada diariamente, por tempo indeterminado. Segundo o órgão, a lavagem elimina o odor provocado pelos dejetos das aves, o que pode desestimular a permanência delas na praça.

Além da limpeza, a Semma iniciou uma ação de educação ambiental que segue até sexta-feira (17). Equipes do órgão orientam comerciantes e frequentadores sobre como agir ao encontrar aves feridas ou mortas e distribuem material informativo. A recomendação é que a população não toque nem remova os animais e acione a Guarda Municipal, pelo telefone 153, ou o Batalhão de Polícia Ambiental, por meio do 190.

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Causas da concentração

Segundo a diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, a concentração de garças na praça foi favorecida pela presença de árvores de grande porte e pela proliferação de tilápias nos lagos, principal fonte de alimento das aves. Ainda de acordo com ela, o plano emergencial também prevê a retirada desses peixes, além do atendimento a animais feridos e da remoção daqueles encontrados mortos. A gestora afirmou ainda que parte das mortes faz parte da dinâmica natural da espécie, mas que a grande concentração de garças tornou esses episódios mais frequentes aos olhos da população.

Denúncias motivaram debate

Em reportagem publicada pelo g1 em 3 de junho, moradores, comerciantes e frequentadores relataram a morte constante de garças na praça Batista Campos, além da presença de aves doentes, do forte odor causado pelo acúmulo de fezes e da dificuldade para conseguir atendimento aos animais. Na ocasião, o biólogo Basílio Guerreiro defendeu a realização de exames e estudos para identificar as causas das mortes, destacando que a ocorrência frequente de óbitos exige investigação técnica.

Também em resposta ao g1 na época, a Prefeitura de Belém informou que as garças são animais de vida livre e afirmou que a responsabilidade do município se restringe aos animais mantidos em cativeiro. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, à época, que não havia estudos ou ações de manejo em andamento para a população de garças da praça e ressaltou que qualquer intervenção depende de diagnóstico técnico elaborado por profissionais habilitados e apresentado pelo município ao órgão ambiental competente.

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