Farmácia do Iepa reabre em Macapá com remédios naturais e preços populares
Farmácia do Iepa reabre em Macapá com remédios naturais

O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) reabriu, após quatro anos, a farmácia de fitoterápicos em Macapá, localizada na Avenida Feliciano Coelho, nº 1509, bairro do Trem, Zona Sul. O espaço passou por revitalização e voltou a atender a população de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.

Ciência e tradição amazônica

A farmácia une ciência e tradição ao transformar pesquisas sobre plantas da Amazônia em remédios fitoterápicos. O trabalho valida o conhecimento popular sobre o uso de plantas medicinais, submetendo-as a testes científicos antes de disponibilizá-las à comunidade. O balcão da farmácia é a etapa final de um processo que começa na floresta e passa por anos de estudos em laboratório. A matéria-prima é coletada por profissionais que identificam as espécies corretas e respeitam o ciclo natural de cada planta.

Preço popular e eficácia comprovada

De acordo com a diretora-presidente do Iepa, Irisnea Silva, o grande diferencial do espaço é oferecer medicamentos eficazes e seguros com preços populares. "O nosso diferencial é o preço, que é um preço popular que cabe para todos e valorizando também o nosso bioma local. Nossos produtos são de alta eficácia e qualidade. Recebemos pessoas de longe e até ligações do exterior procurando por eles", afirmou a diretora.

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A presidente do Conselho Regional de Farmácia do Amapá (CRF-AP), Nadia Soares, celebrou o retorno das atividades e ressaltou que a população aguardava a reabertura do serviço há cerca de quatro anos. "A classe farmacêutica fica muito feliz com a retomada desse espaço histórico. Ele resgata o acesso facilitado a medicamentos com base científica e produzidos originariamente com a nossa flora amazônica local", destacou Nadia.

O desafio da coleta na floresta

Para que os remédios cheguem prontos ao público, o processo exige um trabalho rigoroso na floresta. O coletor de campo Jonas Oliveira Cardoso explicou que a busca pelas plantas certas exige conhecimento e envolve desafios de logística, como carregar o material por quilômetros na mata densa até os veículos ou embarcações. "É bastante difícil porque é preciso ter conhecimento de quais espécies são medicinais para não trazer a planta errada. Às vezes, caminhamos 5 ou 6 quilômetros dentro da floresta. Buscamos espécies como Mururé Pajé, Muirapuama, Sucuúba e Ipê-roxo", relatou Jonas.

O coletor explicou ainda que existem cuidados rigorosos para evitar a contaminação das plantas no transporte, que deve ser feito em sacas apropriadas e longe de combustíveis ou alimentos. "É um motivo de grande alegria saber que o meu trabalho colabora para salvar vidas", concluiu.

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