Crianças plantam primeiras mudas de ‘galeria viva’ com 90 espécies no SESI Lab DF
Crianças plantam primeiras mudas de ‘galeria viva’ no DF

O museu interativo SESI Lab, em Brasília, lançou nesta segunda-feira (29) o projeto "Cultiva Lab", uma galeria viva com 90 espécies de plantas representando quatro biomas brasileiros: Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga. Estudantes participaram do plantio das primeiras mudas, marcando o início do sistema agroecológico.

Galeria a céu aberto integra arte e ciência

O espaço, localizado em uma área de aproximadamente 6,2 mil metros quadrados entre o SESI Lab e a Biblioteca Nacional, foi concebido como uma extensão da exposição de longa duração do museu. A gerente de desenvolvimento institucional do SESI, Cândida Oliveira, explicou que o projeto é âncora para a educação ambiental e a pauta de cultura e clima. "O que a gente está cultivando lá fora é, na verdade, uma verdadeira galeria a céu aberto. É uma extensão da nossa exposição de longa duração, e que, para além de um sistema vivo que vai trabalhar muito a questão da biodiversidade brasileira, nós teremos instalações artísticas, experimentos científicos, trilhas pedagógicas, atividades mediadas com estudantes", afirmou Oliveira.

Estrutura agroecológica e regenerativa

O sistema é estruturado a partir de princípios da agroecologia e da agricultura regenerativa. O projeto se conecta à agenda climática contemporânea ao prever monitoramento ambiental e a adoção de práticas que contribuem para a regeneração do solo e o sequestro de carbono, reforçando o papel dos espaços culturais como agentes ativos na discussão sobre futuros sustentáveis.

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Quatro fases de desenvolvimento

O Cultiva Lab será implementado em quatro fases. A primeira fase, já iniciada, envolve o plantio e implantação das primeiras mudas com participação da comunidade. A segunda fase, a partir do sexto mês, prevê o crescimento de espécies pioneiras, fortalecimento do solo e primeiras colheitas. A terceira fase, a partir de um ano, ampliará a diversidade vegetal e a complexidade do sistema. A quarta fase, com árvores de maior porte estabelecidas, consolidará o espaço como referência em agroecologia urbana e espaço educativo permanente.

Impacto na educação ambiental

O projeto oferecerá instalações artísticas, experimentos científicos, trilhas pedagógicas e atividades mediadas com estudantes, integrando arte, ciência aplicada e paisagismo produtivo no centro da capital. O espaço será permanente e aberto ao público, conectado à programação do museu.

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