O artesão José Luan da Costa Coelho transformou sua paixão pela natureza e pelos pássaros em uma carreira dedicada à escultura em madeira. Desde os 13 anos, ele observa os animais ao redor de sua casa e recria suas formas com precisão, celebrando a fauna brasileira por meio de suas obras.
Início humilde com uma faca
José Luan começou a esculpir com ferramentas simples, usando apenas uma faca para criar seus primeiros canarinhos. Com o apoio da família, ele aperfeiçoou a técnica ao longo de 16 anos. "Comecei devagar, com ferramentas simples. A cada venda que fazia, investia em novos equipamentos e fui aperfeiçoando o dom", relembra o artesão.
Desafios da escultura de aves
Retratar a fauna brasileira exige paciência e precisão. A maior dificuldade está em reproduzir texturas, cores vibrantes e anatomias complexas. Quanto menor e mais colorida a ave, maior o desafio para esculpir a delicadeza das penas. O tempo de trabalho varia: peças simples levam cerca de dois dias, enquanto projetos complexos podem demandar mais de uma semana.
Inspiração na natureza
Para José Luan, a natureza é a principal fonte de inspiração. A observação do comportamento dos animais desperta novas ideias e guia suas coleções. "Cada ave, cada animal, tem uma mensagem de proteção, de família e de cuidar do meio ambiente. É através dessa observação que surgem as ideias para esculpir", conclui.



