O Amazonas registrou uma redução expressiva de 56% nos casos suspeitos de arboviroses nos primeiros cinco meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) nesta segunda-feira (8).
Números da queda
Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2026, foram notificadas 4.933 ocorrências suspeitas, contra 11.202 registros no mesmo intervalo de 2025. As arboviroses são doenças virais transmitidas por mosquitos infectados, como dengue, zika e chikungunya.
Os casos confirmados de dengue caíram de 3.160 para 682, uma redução de aproximadamente 78%. A chikungunya teve queda de 53%, passando de 83 para 39 casos. Já a febre de Mayaro registrou diminuição de quase 93%, de 56 para apenas quatro casos. A zika também apresentou redução, de nove para seis casos confirmados, cerca de 33% a menos.
Por outro lado, a febre Oropouche, que não havia casos confirmados no mesmo período de 2025, teve um caso registrado em 2026.
Municípios com mais notificações
Manaus lidera o ranking de notificações de arboviroses em 2026, com 1.530 casos suspeitos. Em seguida, aparecem Eirunepé (514), Envira (375), Jutaí (332), Guajará (273), Tabatinga (263), Ipixuna (231), Tefé (169), Benjamin Constant (141), Coari (137), Carauari (132) e São Paulo de Olivença (120).
Em 2025, Manaus também estava no topo, com 2.192 notificações, seguida por Atalaia do Norte (932), Jutaí (760), Envira (753), Eirunepé (637), Ipixuna (613), Guajará (583), Benjamin Constant (542), Tefé (535) e Tabatinga (525).
Os dados são atualizados periodicamente e podem sofrer alterações conforme novas notificações e confirmações laboratoriais.
Prevenção
A FVS-RCP reforça que a principal forma de prevenção das arboviroses é eliminar locais com água parada, que servem de criadouros para mosquitos transmissores. Para a febre Oropouche, recomenda-se evitar áreas de mata e margens de rios, especialmente entre 9h e 16h, além de manter quintais limpos e usar repelente.
O Amazonas mantém a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos nos municípios contemplados pelo Ministério da Saúde.



