Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia da Saftec Digital, analisa o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, destacando como automação, novas competências e mudanças na rotina das empresas estão redefinindo a forma como profissionais constroem suas carreiras e se relacionam com o trabalho.
Automação e novas competências
Segundo Ferreira, a inteligência artificial não substitui empregos, mas transforma funções, exigindo que trabalhadores adquiram novas habilidades técnicas e comportamentais. "A IA automatiza tarefas repetitivas, liberando tempo para atividades estratégicas e criativas", afirma.
O executivo ressalta que áreas como análise de dados, programação e gestão de sistemas de IA estão em alta demanda. "Profissionais que investirem em aprendizado contínuo terão vantagem competitiva", completa.
Mudanças na rotina empresarial
Ferreira observa que empresas estão adotando ferramentas de IA para otimizar processos, desde recrutamento até atendimento ao cliente. "A tecnologia permite tomada de decisões mais rápidas e baseadas em dados", explica. No entanto, alerta para a necessidade de ética e transparência no uso dessas ferramentas.
O diretor também menciona que a pandemia acelerou a digitalização, tornando a IA uma aliada na gestão remota de equipes. "Ferramentas de IA ajudam a monitorar produtividade e bem-estar dos colaboradores", diz.
Impacto nas relações profissionais
Para Ferreira, a IA está remodelando o contrato social do trabalho. "A relação entre empregador e empregado se torna mais flexível, com foco em resultados", analisa. Ele prevê que carreiras lineares darão lugar a trajetórias mais dinâmicas, com múltiplas habilidades e transições frequentes.
"O profissional do futuro precisará ser adaptável e ter visão estratégica", conclui Ferreira, reforçando que a inteligência artificial é uma ferramenta para potencializar o talento humano, não para substituí-lo.



