STF autoriza delação de Mauro Cid e amplia investigação sobre milícias digitais
STF autoriza delação de Mauro Cid sobre milícias digitais

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou nesta terça-feira (13) o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, amplia o alcance das investigações sobre a atuação de milícias digitais e a suposta organização de atos antidemocráticos.

Detalhes do acordo

Segundo fontes próximas ao caso, Mauro Cid se comprometeu a fornecer informações detalhadas sobre a estrutura e o financiamento de grupos que atuam nas redes sociais para disseminar desinformação e atacar instituições democráticas. O acordo prevê a redução de eventual pena e a possibilidade de cumprimento em regime mais brando, desde que as informações sejam consideradas relevantes e verídicas.

O ex-ajudante de ordens já prestou depoimento à Polícia Federal na última semana, ocasião em que teria mencionado nomes de políticos, empresários e influenciadores digitais envolvidos na suposta trama. A delação de Cid é considerada um dos pilares da investigação que corre em segredo de justiça no STF.

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Repercussão política

A homologação gerou reações imediatas no meio político. Aliados do ex-presidente Bolsonaro classificaram o acordo como 'perseguição política', enquanto defensores da investigação afirmam que se trata de um passo necessário para garantir a estabilidade democrática. O advogado de Mauro Cid, em nota, declarou que seu cliente 'busca colaborar com a Justiça para esclarecer os fatos e contribuir com o país'.

O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que também conduz inquéritos sobre fake news e atos antidemocráticos. A expectativa é que novas diligências sejam autorizadas nos próximos dias, incluindo quebras de sigilo e depoimentos de outros envolvidos.

Impacto nas investigações

Com a delação, a investigação ganha novo fôlego para mapear a cadeia de comando das milícias digitais. De acordo com especialistas, o depoimento de Cid pode revelar como eram financiadas as campanhas de difamação contra ministros do STF e a propagação de teorias conspiratórias sobre o sistema eleitoral.

Até o momento, a Polícia Federal já cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos. A delação de Mauro Cid é vista como a peça-chave para conectar os elos da suposta organização criminosa.

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