As tensões entre China e Estados Unidos, as duas maiores economias do mundo, têm raízes históricas que remontam a meados do século XX. O apoio dos EUA aos nacionalistas durante a Revolução Chinesa e o acordo de proteção mútua com Taiwan, considerado pela China uma província rebelde, contribuíram para o distanciamento inicial.
Durante a Guerra Fria, a China rompeu com a União Soviética e se reaproximou dos EUA, simbolizada pela visita do presidente Richard Nixon em 1972. A partir da década de 1980, enquanto os EUA reafirmavam sua hegemonia, a China iniciou reformas internas e abertura econômica, crescendo rapidamente e se tornando a segunda maior economia mundial, com destaque em tecnologia e telecomunicações.
Esse crescimento foi interpretado como ameaça à hegemonia dos EUA, levando ao início de uma guerra comercial em 2018, com tarifas sobre produtos chineses. As tensões se intensificaram com alegações de espionagem contra empresas como a Huawei e a visita de uma congressista norte-americana a Taiwan em 2022, vista como provocação pela China.
As relações entre os países são instáveis, alternando momentos de tensão e reconciliação, motivadas por questões econômicas, comerciais, políticas e diplomáticas. O impasse sobre Taiwan e as disputas tecnológicas continuam a alimentar o conflito entre as duas potências.



