O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, assumiu o controle remoto das finanças, decisões políticas e até da política externa da Venezuela após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Desde então, Rubio, de seu escritório em Washington, dita o repasse das receitas do petróleo venezuelano, gerencia sanções econômicas e influencia nomeações no governo interino, mantendo contato frequente com Delcy Rodríguez, atual líder interina do país.
Controle sobre receitas e sanções
Segundo fontes diplomáticas, Rubio supervisiona diretamente a liberação de recursos provenientes da venda de petróleo venezuelano, que são depositados em contas controladas pelos EUA. Essa receita, estimada em bilhões de dólares, só é repassada ao governo venezuelano mediante aprovação do secretário de Estado. Além disso, Rubio tem poder de impor ou suspender sanções econômicas contra setores específicos da economia venezuelana, condicionando alívios a reformas políticas e econômicas.
Influência em nomeações e política externa
O secretário de Estado também interfere em nomeações chave do governo interino, indicando aliados para cargos estratégicos, como ministros de Finanças e Relações Exteriores. Essa ingerência tem gerado críticas internas, com setores da oposição venezuelana acusando Rubio de tratar o país como um protetorado. Em resposta, Delcy Rodríguez defendeu a cooperação, afirmando que "a parceria com os EUA é necessária para estabilizar a economia e combater o crime organizado".
Reações e impactos
A relação assimétrica tem alimentado tensões políticas na Venezuela. Analistas apontam que o controle externo sobre as finanças do país viola princípios de soberania, mas reconhecem que a crise econômica e a dependência de receitas do petróleo tornam o governo vulnerável. Enquanto isso, Rubio continua a afirmar que a prioridade dos EUA é garantir que os recursos venezuelanos sejam usados para o bem-estar da população, e não para enriquecer elites corruptas.



