Flávio Bolsonaro vai aos EUA pedir adiamento de tarifas sobre o Brasil
Flávio Bolsonaro vai aos EUA para tratar de tarifas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos nesta segunda-feira para participar de uma audiência sobre as tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. O objetivo é negociar o adiamento da taxação, que tem gerado tensão entre os dois países.

A viagem ocorre em meio à disputa política entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio busca apoio de parlamentares e empresários americanos para pressionar pela suspensão das tarifas, que afetam setores como siderurgia e agricultura.

Disputa política e impacto econômico

Segundo fontes diplomáticas, as tarifas foram impostas no governo de Donald Trump e mantidas por Joe Biden, sob a justificativa de proteção à indústria americana. O Brasil tenta reverter a medida desde 2020, mas sem sucesso.

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Flávio Bolsonaro afirmou que a viagem é uma 'missão independente' e que não fala em nome do governo brasileiro. 'Queremos mostrar aos americanos que as tarifas prejudicam os dois países e que há espaço para negociação', disse o senador.

Reações no Brasil

A iniciativa de Flávio foi criticada por aliados de Lula, que veem a ação como uma tentativa de desgastar o governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a diplomacia brasileira já atua no tema e que a viagem do senador é 'desnecessária'.

Por outro lado, parlamentares da oposição elogiaram a postura de Flávio, classificando-a como 'defesa dos interesses nacionais'. O senador deve se reunir com representantes do Departamento de Comércio e do Congresso americano.

Contexto das tarifas

As tarifas sobre o aço brasileiro foram impostas em 2018, com alíquota de 25%. Desde então, o Brasil tenta reverter a medida, que já causou perdas estimadas em US$ 1,5 bilhão ao setor. Em 2023, o governo Lula obteve uma cota de exportação livre de tarifas, mas a medida não foi suficiente para compensar as perdas.

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito presidente, buscará um acordo bilateral mais amplo com os EUA. 'Não podemos ficar reféns de uma política tarifária que prejudica nosso desenvolvimento', concluiu.

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