Brasil tenta convencer EUA a desistir de tarifa de 37,5%
Brasil tenta convencer EUA a desistir de tarifa de 37,5%

O Brasil está em uma ofensiva diplomática para convencer os Estados Unidos a desistirem da aplicação de uma tarifa que pode chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros. A medida, se concretizada, teria impacto significativo nas exportações nacionais e na relação comercial entre os dois países.

Estratégia brasileira

O governo brasileiro tem utilizado argumentos técnicos e políticos para demonstrar que a tarifa seria prejudicial para ambos os lados. A negociação envolve reuniões de alto nível entre diplomatas e representantes do setor produtivo.

Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil defende que a tarifa viola acordos comerciais multilaterais e pode gerar retaliações. “Estamos apresentando dados que mostram o impacto negativo para consumidores e empresas americanas”, afirmou um diplomata envolvido nas conversas.

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Impacto econômico

Se aplicada, a tarifa de 37,5% afetaria setores como siderurgia, alumínio e produtos agrícolas. Estimativas indicam que as exportações brasileiras para os EUA podem cair até US$ 5 bilhões no primeiro ano.

O Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos na América Latina, com uma corrente de comércio que supera US$ 70 bilhões anuais. A imposição da tarifa pode elevar preços para consumidores americanos e reduzir a competitividade da indústria brasileira.

Reações no Brasil

Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), manifestaram apoio à estratégia do governo. “É fundamental que o Brasil use todos os instrumentos diplomáticos para evitar essa barreira”, disse o presidente da CNI, em nota.

No Congresso, parlamentares da base governista e da oposição cobram transparência nas negociações. Alguns defendem a adoção de medidas retaliatórias caso os EUA não recuem.

A expectativa é que a decisão final sobre a tarifa seja anunciada nas próximas semanas, após análises técnicas do governo americano.

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