Os principais pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul participaram de um painel promovido pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do RS (Sistema Ocergs). O evento, realizado nesta segunda-feira, teve como objetivo debater ideias e propostas para o estado, com foco em temas como preparação para eventos climáticos extremos, gargalos econômicos e cooperativismo.
Participantes e formato do painel
Estiveram presentes Gabriel Souza (MDB), atual vice-governador; Luciano Zucco (PL), deputado federal; e Marcelo Maranata (PSDB), ex-prefeito de Guaíba. A pré-candidata Juliana Brizola (PDT) não compareceu, alegando problemas de saúde. O evento foi estruturado como um painel, sem confronto direto entre os postulantes, que responderam às mesmas perguntas em quatro blocos temáticos.
Gabriel Souza defende continuidade
Gabriel Souza destacou as realizações do governo Eduardo Leite (PSD) e defendeu a continuidade do grupo político no Palácio Piratini. "Me sinto preparado para ser o próximo governador, mas principalmente para evitar retrocessos. O estado já viveu momentos com as contas desequilibradas, não tinha condições de fazer investimentos. A gente não pode retroceder e interrupções acabam proporcionando retrocesso", declarou. Ele enfatizou sua experiência como vice-governador desde 2023: "A cadeira de governador é o pior lugar para aprender do zero a governar. Tem que chegar com uma certa bagagem".
Luciano Zucco cobra mais avanços
Zucco reconheceu os "avanços" do governo Leite, mas criticou a falta de protagonismo do estado. "Seria injusto se eu falasse que não houve avanço. Houve avanço, ainda mais depois do governo de esquerda, do Tarso (Genro). Mas foi suficiente? O RS é um estado que menos cresce, entre todos os estados da Federação, há mais de 20 anos", afirmou. O deputado defendeu maior força política em Brasília: "Nós temos de ter força política, não somos uma ilha. Tem de ter força na Câmara Federal, no Senado da República. Várias pautas passam por lá. Precisamos de liderança, de coragem, de força".
Marcelo Maranata aposta na experiência municipal
Maranata se apresentou como gestor independente, sem vínculos com Lula ou Bolsonaro, e destacou sua experiência como prefeito. "Eu queria saber onde é que é a prefeitura que qualquer um deles fez gestão. Onde é que é o posto de saúde, a escola. Ser prefeito é estar perto das pessoas no dia a dia, do empreendedor, de tomar a decisão. Tem que estar próximo, não existe jeito de a gente fazer", declarou. Ele também criticou a polarização política, citando divergências na bancada gaúcha em votações no Congresso: "O Estado que está vivendo um problema climático, vai precisar de dinheiro. Então, vai ter de aprender a não só negociar entre nós. Na hora de votar um benefício para o Rio Grande do Sul, a nossa bancada se divide".
Ausência de Juliana Brizola
A falta de Juliana Brizola foi notada e comentada pelos demais pré-candidatos ao longo do painel. Em nota, a coordenação de sua pré-campanha informou que a ausência se deu por motivos de saúde. "Juliana Brizola lamenta profundamente a ausência em um encontro tão importante para o Rio Grande do Sul. Tem grande respeito pela Ocergs, pela sua trajetória em defesa do cooperativismo e pela contribuição decisiva que o setor oferece ao desenvolvimento econômico e social do nosso Estado", diz o comunicado assinado por Jonatas Ouriques, coordenador executivo da pré-campanha.



