DTV+: TV 3.0 brasileira integra serviços públicos e interatividade
DTV+: TV 3.0 brasileira integra serviços públicos

A televisão aberta brasileira avança para o futuro com a DTV+, a TV 3.0, que combina informação, entretenimento e cidadania. A novidade permite ao telespectador usar o controle remoto para acessar serviços públicos na tela da TV, como saúde, educação e cultura. Os testes começaram durante a Copa do Mundo de 2026, marcando um novo capítulo na evolução da TV digital, que estreou no Brasil há quase 20 anos.

Interatividade e qualidade de imagem

O consultor financeiro Alex Zornig, que em 2007 testou a TV digital, agora experimentou a DTV+. “Primeiro que a imagem é muito melhor que a HD. É fácil de você interagir mesmo. Tem várias informações interessantes, como tempo, temperatura de São Paulo nos próximos três dias, eu consigo ver aqui”, afirmou. Ele destacou a praticidade: “Eu posso estar aqui sentado vendo futebol e: ah, vai chover amanhã em São Paulo? Aí eu ponho e vejo”.

A DTV+ une duas paixões brasileiras: TV e internet. O sinal continua aberto e gratuito, mas agora com imagem 4K e opções de personalização. Durante a Copa, foi possível escolher diferentes ângulos de câmera, som da torcida sem narração, rever lances e participar de enquetes. “Na câmera extra, você só ouve a torcida, você não ouve a narração. E aí a câmera original. Posso escolher”, explicou Zornig.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Portal de serviços públicos

Além da qualidade superior, a DTV+ transforma a TV em um portal para serviços públicos. Alunos do curso técnico de audiovisual do Senai testaram a plataforma. Ana Clara Medeiros Machado comentou: “Tem sobre cultura, tem sobre cultura negra, tem sobre mulher, para criança também, para criança conseguir ver documentários. Tem um sobre cinema, que a gente gostou bastante e é muito legal”.

Em um dos aplicativos do governo federal, há uma área exclusiva para cursos profissionalizantes. “Fala sobre inteligência artificial, que o mercado está falando, Excel, que é muito importante para a gente entrar no mercado de trabalho mesmo. Achei muito legal”, afirmou a estudante Manuela Silva Costa. Isabela Rolim completou: “Nossa, eu achei o cardápio muito vasto, porque tem para todos os públicos. Tem tanto para mim, que estou estudando para o vestibular, ver um repertório diferente, quanto para o meu irmãozinho pequeno assistir”.

Expansão e cidadania digital

Por enquanto, a DTV+ opera apenas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, em fase experimental. No Distrito Federal, já é possível buscar informações sobre farmácias populares pelo controle remoto. João Brant, secretário de Políticas Digitais da SECOM, explicou: “Você vai ter os serviços de comunicação do governo federal, da Câmara, do Senado, da TV Justiça, mas também do seu estado, do seu município. Serviços feitos para o cidadão, que muitas vezes ele não sabe que estão sendo ofertados para ele, que agora chegam para ele na casa dele, na sala, e vai poder acessar isso de uma maneira muito mais fácil, mais intuitiva”.

Brant destacou o potencial na área da saúde: “Imagine você poder ter serviços do SUS na sua casa, um serviço de teleatendimento, um serviço ligado a alguma especialidade. É um grande salto. É um salto, justamente, para a cidadania”.

Futuro da televisão

Há mais de 75 anos a televisão chegou ao Brasil. A nova geração, como o estudante Pedro Lucas Alves de Oliveira, vê a evolução: “Antes, os nossos avós tinham que ir para a biblioteca buscar essas coisas. A gente já conseguiu pesquisar pelo celular, internet e, agora, é só ligando a televisão e já tem acesso a uma diversidade muito grande de conteúdo”.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar