A Justiça do Pará revogou a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar Ivanildo Gomes dos Santos, investigado por suspeita de envolvimento na morte da própria irmã, a cantora Ruthetty. Ele deixou a prisão nesta sexta-feira (3), em Belém, após cerca de 30 dias detido no Batalhão Especial Penitenciário (BEP).
Defesa confirma soltura
A informação sobre a soltura foi confirmada pelo advogado Philippe Aguiar. “Confirmo que ele está solto, está em casa, descansando com a família. Foi solto por um pedido de revogação de prisão preventiva que foi feito no juízo de primeiro grau”, afirmou. Segundo o advogado, o pedido foi protocolado no dia 10 de junho, após a realização de uma acareação entre os investigados no caso. “Não haviam indícios, provas de autoria que ligassem o Ivanildo ao caso”, disse Philippe Aguiar.
Investigação segue sob sigilo
A morte da cantora Rute Gomes dos Santos, conhecida como Ruthetty, ocorreu no dia 3 de dezembro de 2025, no bairro da Marambaia, em Belém. As circunstâncias do crime seguem sob investigação da Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem), que conduz o caso sob sigilo.
Principal suspeito preso por tráfico
No dia 30 de abril deste ano, a Polícia Civil prendeu em flagrante, por tráfico de drogas, o principal suspeito de matar a cantora paraense. O homem foi encontrado no distrito de Mosqueiro, em Belém. Os policiais abordaram o suspeito no momento em que ele desembarcava de uma van. Durante a revista pessoal, os agentes encontraram na mochila do homem uma grande quantidade de substâncias análogas a cocaína e oxi, além de dinheiro. Após a prisão em flagrante, pesquisas nos bancos de dados revelaram que o homem já era alvo de um disque denúncia pelo assassinato de Ruthetty.
Legado musical
A cantora era reconhecida como um dos grandes nomes da música romântica do Pará. Ruthetty imortalizou sucessos como “Viver de Ilusão” e “Amor da Minha Vida, Eterno Amor”, que marcaram gerações e se fixaram na memória afetiva do público.



