Operação no Rio investiga desvio de verbas no Instituto Rio Metrópole
Operação no Rio investiga desvio de verbas no IRM

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole (IRM), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Governo. Seis pessoas foram presas, incluindo diretores do IRM e a presidente do Instituto Bio, apontado como entidade de fachada. Segundo as investigações, empresas como Engeconsult e R. Peotta firmaram contratos milionários com o IRM e repassaram valores ao Instituto Bio, que não prestava serviços reais. Os recursos eram então sacados em espécie, com escolta armada, e distribuídos entre os envolvidos.

Esquema de contratos e repasses

De acordo com o MP-RJ, o Instituto Rio Metrópole celebrou contratos com as empresas Engeconsult e R. Peotta para serviços de consultoria e engenharia. Essas empresas, por sua vez, subcontratavam o Instituto Bio, que emitia notas fiscais sem contraprestação real. O dinheiro público, assim, era desviado para contas do Instituto Bio e posteriormente sacado em espécie. As investigações apontam que os saques eram realizados com segurança armada, para evitar roubos ou perdas.

Presos e investigados

Entre os presos estão Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole; o diretor administrativo do IRM, Carlos Alberto de Oliveira; e a presidente do Instituto Bio, Maria Aparecida de Souza. Também foram presos dois empresários ligados à Engeconsult e um ex-funcionário do IRM. Todos são investigados por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O MP-RJ continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos.

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Impacto e próximos passos

O esquema teria desviado milhões de reais dos cofres públicos do estado do Rio de Janeiro. A operação, batizada de 'Rio Metrópole', cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O MP-RJ solicitará o bloqueio de bens e contas bancárias dos envolvidos. A Secretaria de Estado de Governo informou que colabora com as investigações e instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos. A defesa dos presos ainda não se manifestou oficialmente.

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