O Exército Brasileiro negou, nesta segunda-feira (6), estar com duas das oito armas do ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam sob custódia da instituição. As outras seis armas do arsenal foram formalmente entregues à Polícia Federal (PF) na última semana, conforme apurou a reportagem.
Armas sob custódia e entrega à PF
De acordo com nota oficial do Comando do Exército, as duas armas mencionadas nunca estiveram em posse da Força. A declaração contraria informações anteriores de que todo o arsenal de Bolsonaro estaria com o Exército. A PF, que investiga a origem e a posse irregular de armas, já recebeu seis peças, incluindo fuzis, pistolas e carabinas.
“O Exército informa que não possui em seu acervo duas das oito armas listadas na documentação do ex-presidente. As demais foram transferidas para a Polícia Federal no dia 30 de junho, após requisição judicial”, diz o comunicado.
Detalhes do arsenal
As armas entregues à PF são: um fuzil T4, uma carabina .357, duas pistolas Glock, uma pistola .380 e uma espingarda calibre 12. As duas armas não localizadas seriam uma pistola 9mm e outra pistola .40, que, segundo o Exército, não constam em seus registros de custódia.
A investigação da PF busca esclarecer se Bolsonaro descumpriu normas do Estatuto do Desarmamento ao manter armas sem registro ou em posse de terceiros. O ex-presidente já foi alvo de operações anteriores relacionadas a suposto esquema de venda ilegal de armas e munições.
Reação de Bolsonaro
Em nota, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou que “todas as armas do ex-presidente estão regularmente registradas e foram adquiridas dentro da lei”. A equipe jurídica disse ainda que “confia na apuração da Polícia Federal e do Exército para esclarecer qualquer divergência sobre a localização dos itens”.
O caso corre sob sigilo na Justiça Federal do Distrito Federal. A PF não comentou o andamento das investigações.



