Os rodoviários do Rio de Janeiro retomam as negociações com as empresas de ônibus nesta segunda-feira (6) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na tentativa de encerrar a greve que já dura uma semana. A categoria reivindica reajuste salarial de 17%, aumento do piso salarial, vale-alimentação de R$ 1 mil e outras melhorias trabalhistas. Enquanto isso, os ônibus continuam circulando normalmente, segundo informações do sindicato.
Reivindicações e impasse
A principal demanda dos rodoviários é o reajuste de 17% sobre os salários, que, segundo eles, reporia as perdas inflacionárias dos últimos anos. Além disso, a categoria pede a elevação do piso salarial para R$ 3.500,00 e a concessão de vale-alimentação no valor de R$ 1.000,00. As empresas, por sua vez, alegam dificuldades financeiras e oferecem reajuste de 8%, com piso de R$ 3.000,00.
Próximos passos
Uma nova assembleia está marcada para terça-feira (7), mas pode ser antecipada caso as negociações desta segunda-feira avancem significativamente. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou: "Estamos abertos ao diálogo, mas não abriremos mão dos direitos dos trabalhadores. Se necessário, a greve continuará." As empresas, representadas pelo Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), esperam um acordo que evite a paralisação total da frota.
Impacto na população
Até o momento, a greve não afetou a circulação dos ônibus, que operam com frota reduzida em alguns horários. A prefeitura do Rio monitora a situação e informou que, em caso de agravamento, poderá acionar o plano de contingência com transporte alternativo. A população, que depende do transporte público, aguarda uma solução rápida para evitar transtornos maiores.



