Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aconselham o adiamento da escolha do candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, após operações da Polícia Federal impactarem a chapa. A estratégia busca reduzir o tempo de exposição do futuro indicado antes do registro oficial das candidaturas, mas amplia a insatisfação dentro do partido às vésperas das convenções.
Impacto das operações da PF
As recentes operações da Polícia Federal, que atingiram aliados e ex-integrantes do governo estadual, criaram um clima de incerteza no entorno de Flávio. Fontes internas do PL afirmam que a exposição precoce de um nome poderia atrair ainda mais escrutínio e prejudicar a campanha. Por isso, a recomendação é aguardar até a convenção nacional do partido, marcada para o fim de julho, para anunciar o candidato.
Impasse estratégico
O adiamento, no entanto, não é consenso. Parte da cúpula do PL no Rio defende que a indefinição prolongada atrapalha as negociações com potenciais aliados e enfraquece a chapa. "Quanto mais tempo esperamos, mais perdemos a chance de construir uma coligação forte", afirmou um dirigente partidário sob condição de anonimato. A situação reflete um impasse em um estado estratégico para a campanha presidencial, onde Flávio busca consolidar sua base.
Negociações em aberto
Mesmo com a orientação de adiar, as conversas com possíveis candidatos continuam. Entre os nomes cogitados estão o ex-prefeito de Niterói e o deputado federal Alexandre Ramagem, mas nenhum deles confirmou interesse. A indefinição mantém o partido em compasso de espera, enquanto os prazos legais se aproximam. O registro de candidaturas deve ser feito até 15 de agosto, e a convenção nacional do PL será o último momento para oficializar a escolha sem comprometer o calendário eleitoral.



