O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou duramente a Polícia Federal nesta quarta-feira, classificando como 'exagerado' o uso de operações de busca e apreensão contra os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA). Ambos são alvos da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
Valdemar defende convocações formais
Em entrevista à imprensa, Valdemar afirmou que os parlamentares poderiam ter sido chamados para prestar depoimento sem a necessidade de ações ostensivas. 'Houve um exagero muito grande. Eles poderiam ter sido convocados para depor, sem esse carnaval todo', declarou. O presidente do PL defendeu que as investigações sigam o rito legal, mas sem espetacularização.
Investigações apontam vantagens indevidas
As investigações da PF indicam que Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas do Banco Master, enquanto Jaques Wagner é suspeito de ter recebido propina. A operação Compliance Zero foi deflagrada na terça-feira e cumpriu mandados em endereços ligados aos senadores. Até o momento, nenhum dos dois foi preso, mas os materiais apreendidos serão analisados.
Contexto político e apoio a Flávio Bolsonaro
Valdemar Costa Neto aproveitou a ocasião para reforçar seu apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. 'Estamos trabalhando para unir a direita e fortalecer o nome de Flávio', disse. A declaração ocorre em meio a articulações políticas para as eleições de 2026, onde o PL busca consolidar sua base.
O senador Ciro Nogueira, por sua vez, negou qualquer irregularidade e classificou a operação como 'perseguição política'. Jaques Wagner ainda não se manifestou oficialmente. A PF informou que as investigações continuam em sigilo.



