Neste sábado (11), Inglaterra e Noruega medem forças pelas quartas de final da Copa do Mundo, em um duelo que vai além do campo: os técnicos Thomas Tuchel e Ståle Solbakken carregam histórias de superação que moldaram suas carreiras.
Thomas Tuchel: disciplina e superação precoce
Tuchel, alemão de 51 anos, assumiu a seleção inglesa em janeiro de 2025. Conhecido por seu perfil disciplinador — chega a controlar os cardápios dos atletas —, ele enfrenta um problema na lateral direita: Reece James sofreu uma lesão muscular no início da competição e só voltou aos treinos dois dias antes da partida; o reserva Jarell Quansah está suspenso. A situação levou a imprensa inglesa a lembrar que Alexander-Arnold, do Real Madrid, não foi convocado, assim como Phil Foden (Manchester City) e Cole Palmer (Chelsea).
Tuchel encerrou a carreira de jogador aos 25 anos devido a problemas crônicos no joelho. Desde então, construiu uma trajetória vitoriosa como técnico, incluindo passagens por Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain, Chelsea e Bayern de Munique. Sua capacidade de tomar decisões difíceis é uma marca registrada.
Ståle Solbakken: da parada cardíaca ao comando da Noruega
Do outro lado, Ståle Solbakken, de 58 anos, assumiu a Noruega em 2020. Ex-jogador, ele também se aposentou precocemente, mas por um motivo trágico: em 2001, durante um treinamento, sofreu uma parada cardíaca. Seu coração ficou parado por sete minutos até que os médicos o reanimassem; ele permaneceu 30 horas em coma antes de recuperar a consciência. Esse episódio marcou o início de sua carreira como treinador.
Solbakken levou a Noruega pela primeira vez às quartas de final de um Mundial. Em entrevista nesta sexta-feira (10), ele afirmou: "Precisei superar muita desconfiança ao longo dos anos, mas vejo um time pronto para desafiar a Inglaterra". A seleção norueguesa já eliminou o Brasil na competição, e uma nova vitória sobre os ingleses traria a lembrança daquela cena que não traz boas recordações aos brasileiros.
O clima em Miami e o que está em jogo
As torcidas já lotam as ruas de Miami, onde a partida será realizada. Para a Inglaterra, vencer significa manter vivo o sonho de conquistar uma Copa após 60 anos de jejum. Já a Noruega busca mais um feito histórico. Quanto a Solbakken, sua comemoração costuma ser ao lado da esposa, Anikken — um ritual que, segundo ele, "faz muito bem para o coração".



