Técnico do Egito critica arbitragem e diz que não vai mais assistir à Copa
Técnico do Egito critica arbitragem e não vê mais a Copa

O técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou nesta terça-feira que não pretende mais assistir à Copa do Mundo e atribuiu à arbitragem a eliminação dolorosa de sua seleção diante da Argentina. O Egito vencia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo da partida pelas oitavas de final contra os atuais campeões do mundo e esteve perto de protagonizar uma das maiores zebras da história do torneio. No entanto, sofreu três gols nos minutos finais e acabou eliminado.

Reação de Lionel Messi e queda egípcia

A equipe desmoronou no fim da partida diante de uma reação liderada por Lionel Messi, mas Hassan insistiu que sua seleção foi superior. “Vou para casa e não vou assistir a mais nenhum jogo do torneio”, disse o treinador em entrevista coletiva. “O que aconteceu conosco não foi justo. Deveríamos ter recebido um pênalti, um gol foi anulado e eu não sei por que foi anulado.”

Lances polêmicos e reclamações

O Egito chegou a marcar aos 17 minutos do segundo tempo, com Mostafa Zico, mas uma revisão do VAR apontou falta dos egípcios no início da jogada que terminou no gol. A seleção também reclamou de um possível pênalti no fim da partida, após um lance envolvendo Hamdy Fathy. A insatisfação aumentou porque, na sequência da jogada, a Argentina puxou o contra-ataque e marcou o gol da vitória aos 48 minutos.

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“Mesmo que os gols tenham surgido de erros, o maior erro é não receber o que é de direito por parte de quem toma as decisões”, afirmou Hassan, em uma coletiva marcada por críticas à arbitragem. “Sou o tipo de pessoa que odeia perder. E, quando é uma derrota que parece injusta como a de hoje, só posso dizer aos torcedores para não ficarem chateados. Queríamos muito dar a eles mais alegria”, acrescentou.

Elogios aos jogadores e mudança tática

“Mas o que me deixou feliz foi que meus jogadores seguiram o plano de jogo em muitos momentos e trabalharam muito bem.” O Egito surpreendeu ao adotar uma postura ofensiva desde o início da partida, em uma mudança tática de Hassan, que costuma escalar a equipe com linhas mais baixas e apostar nos contra-ataques. A estratégia ajudou a seleção a abrir o placar cedo, mas foram as defesas de Mostafa Shoubir que garantiram a vantagem egípcia até o intervalo.

“Estou muito, muito satisfeito com o esforço que eles mostraram. A maioria dos nossos jogadores atua no campeonato egípcio, enquanto muitos atletas de outras seleções jogam na Europa e vivem nesse ambiente profissional”, disse o treinador. “Ainda assim, com jogadores majoritariamente locais — tirando Mohamed Salah e Omar Marmoush —, conseguimos competir com qualquer adversário.”

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