A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede-SP) manifestou apoio à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que foi alvo de ataques misóginos e ameaças de morte após se posicionar ao lado de Michelle Bolsonaro em uma disputa familiar com o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Solidariedade entre adversárias políticas
Em nota divulgada nesta quinta-feira, Marina Silva afirmou: “Nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher. A misoginia, venha de onde vier e atinja quem atingir, precisa ser enfrentada com firmeza.” A declaração é significativa porque Marina e Damares ocupam espectros políticos opostos e já protagonizaram embates públicos no passado.
Ameaças e ofensas no Senado
Na quarta-feira, durante discurso no plenário do Senado, Damares relatou ter sido chamada de “leviana” e “adúltera”. Ela também denunciou ameaças de morte contra sua filha e a criação de imagens simulando violência contra a menina. “Chegaram ao absurdo de colocar em dúvida se a mulher tem capacidade de votar”, disse a senadora, em referência direta à fala do influenciador Paulo Figueiredo, conselheiro de Flávio Bolsonaro, que afirmou que “mulher vota mal”.
Crise no bolsonarismo
Os ataques a Damares são mais um desdobramento do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro, no qual acusa Flávio de tê-la humilhado e maltratado. A crise culminou na saída da ex-primeira-dama do PL Mulher. Marina Silva, que foi ministra do governo Lula, ressaltou que “quando uma mulher na vida pública é alvo de agressões e tentativas de silenciamento, todas nós somos atingidas”.



