A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) classificou como 'de extrema gravidade' a investigação sobre a elaboração de dossiês contra o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar. Em nota oficial, a entidade afirmou que tentativas de intimidação não podem ser toleradas e reforçou seu apoio às investigações em curso e às medidas adotadas pelo Banco Central (BC) para preservar a estabilidade do sistema financeiro.
Febraban condena intimidações e defende transparência
A Febraban destacou que práticas como a montagem de dossiês contra executivos e jornalistas representam uma ameaça à integridade do sistema financeiro e à liberdade de imprensa. 'A Febraban vê com extrema gravidade a investigação sobre a elaboração de dossiês contra o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar. Tentativas de intimidação não podem ser toleradas em uma sociedade democrática', diz a nota.
Apoio às investigações e ao Banco Central
A entidade também manifestou solidariedade aos envolvidos e reiterou a confiança nas instituições. 'A Febraban reforça seu apoio às investigações e às medidas que estão sendo adotadas pelo Banco Central para preservar a estabilidade e a transparência do sistema financeiro nacional', acrescentou. O caso ganhou repercussão após a revelação de que um banqueiro e um empresário estariam por trás da produção de dossiês com informações sigilosas.
Contexto da investigação
O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi, são suspeitos de envolvimento na elaboração dos dossiês. A investigação corre em sigilo e busca esclarecer a origem e o propósito dos documentos, que teriam como alvo o presidente do Itaú e a jornalista. A Febraban não comentou especificamente sobre os suspeitos, mas enfatizou que 'a integridade do sistema financeiro e a liberdade de imprensa são pilares inegociáveis'.



