O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que as operações militares israelenses no Líbano, Síria e Gaza continuarão 'sem prazo determinado', em resposta ao recente acordo entre Estados Unidos e Irã que prevê o fim das hostilidades na região. A declaração foi feita neste sábado (15) e reflete a insatisfação do governo israelense com os termos negociados.
Acordo entre EUA e Irã gera controvérsia
O acordo, mediado por potências internacionais, estabelece um cessar-fogo abrangente no Oriente Médio, incluindo o Líbano, onde o grupo Hezbollah atua. Enquanto o governo libanês vê o pacto como uma oportunidade para restaurar a paz e reconstruir o país, autoridades israelenses criticaram duramente os termos, argumentando que eles não eliminam as ameaças à segurança de Israel.
Katz afirmou que Israel continuará a destruir 'toda a infraestrutura terrorista' na região e não se comprometerá com prazos para retirada de tropas. 'Nossas operações são essenciais para a segurança nacional e não serão limitadas por acordos que não consideram a realidade no terreno', declarou.
Reações e perspectivas
Analistas apontam que as divergências entre Israel e seu principal aliado, os Estados Unidos, se tornaram mais evidentes. Enquanto Washington busca uma desescalada regional, Tel Aviv insiste na continuidade das ações militares. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já havia sinalizado que não aceitaria imposições externas sobre a estratégia de defesa do país.
No Líbano, a população começa a retornar às áreas devastadas, como Nabatieh, no sul do país, onde moradores encontraram apenas escombros. O acordo é visto com esperança, mas a promessa israelense de manter operações militares lança incertezas sobre o futuro da região.
Enquanto isso, a comunidade internacional monitora de perto os desdobramentos, temendo que a falta de consenso possa levar a novos conflitos. A ONU já convocou reuniões de emergência para discutir a situação e buscar uma mediação que evite o colapso do cessar-fogo.



