Governe grego adota medidas inéditas contra espécies invasoras
A Grécia enfrenta uma invasão de peixes tóxicos, agravada pelo calor extremo associado às mudanças climáticas. Em resposta, o governo está oferecendo pagamentos em dinheiro a pescadores que capturarem esses animais e instalando barreiras flutuantes para afastá-los das áreas costeiras.
Peixe-sapo-de-bochechas-prateadas: o principal alvo
O peixe-sapo-de-bochechas-prateadas (Lagocephalus sceleratus), considerado altamente tóxico, é uma das espécies mais preocupantes. Ele não possui predadores naturais no Mediterrâneo e sua população cresce rapidamente com o aumento da temperatura da água. A toxina presente no animal pode ser letal para humanos se consumida.
Impacto econômico e turístico
Os peixes tóxicos danificam redes de pesca e causam prejuízos financeiros aos pescadores locais. Além disso, representam um risco para turistas que frequentam as praias gregas. Segundo autoridades, a medida busca proteger tanto a economia quanto a segurança pública.
Barreiras flutuantes e recompensas
O governo instalou barreiras flutuantes em pontos estratégicos para impedir a aproximação dos peixes. Paralelamente, pescadores recebem recompensas por cada animal capturado, uma estratégia inédita no país. Grupos ambientalistas, no entanto, debatem questões éticas sobre a erradicação das espécies.
Mudanças climáticas aceleram invasão
Cientistas apontam que o aquecimento das águas do Mediterrâneo facilita a migração de espécies tropicais para a região. O calor extremo registrado nos últimos anos tem sido um fator crucial para o avanço dos peixes tóxicos, que encontram condições ideais para se reproduzir.



