A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a presença do fenômeno El Niño e estima uma probabilidade de 63% de que ele atinja a categoria muito forte até o ano de 2027. Essa classificação pode intensificar significativamente os efeitos climáticos globais, incluindo impactos diretos no Brasil.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Esse aquecimento altera os padrões de circulação atmosférica, provocando mudanças nos regimes de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
Possíveis impactos no Brasil
No Brasil, os efeitos do El Niño podem variar conforme a região. Enquanto o Sul do país tende a registrar aumento de chuvas e temperaturas mais elevadas, as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar redução das precipitações, com risco de secas prolongadas. Além disso, o fenômeno pode intensificar ondas de calor em várias áreas.
Monitoramento e incertezas
Especialistas acompanham de perto a evolução do aquecimento no Pacífico, utilizando modelos climáticos e dados de satélites. A NOAA, por meio de seu mapa global de anomalias de temperatura da superfície dos oceanos, identifica áreas mais quentes que a média (em tons de laranja e vermelho) e mais frias (em azul). Apesar das estimativas, ainda há incertezas sobre a intensidade máxima que o El Niño pode alcançar. Por isso, cientistas recomendam que governos e populações se preparem para eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, secas e ondas de calor.



