Em um painel realizado durante a Rio Nature & Climate Week, especialistas alertaram que, sem o combate efetivo aos crimes ambientais, as ações climáticas dificilmente terão sucesso. A discussão reuniu autoridades e estudiosos que defenderam a criação de um modelo coordenado de fiscalização para punir infratores e responsabilizá-los pelos danos causados ao meio ambiente.
Crimes ambientais ameaçam metas climáticas
De acordo com os participantes, a impunidade em relação a delitos como desmatamento ilegal, garimpo e poluição compromete os esforços globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A falta de punição efetiva incentiva a continuidade de práticas predatórias que agravam a crise climática.
Modelo de fiscalização integrada
Os especialistas propuseram um sistema de fiscalização que integre órgãos ambientais, polícia e Ministério Público, permitindo uma atuação mais ágil e eficiente. A ideia é que haja compartilhamento de informações e recursos, além de penas mais severas para os criminosos ambientais.
Outro ponto destacado foi a necessidade de responsabilizar empresas e indivíduos pelos danos causados, com a aplicação de multas proporcionais ao prejuízo ambiental e a obrigação de recuperação das áreas degradadas.
Exemplos de sucesso
Foram citados casos em que a atuação conjunta de diferentes esferas governamentais resultou na redução significativa de crimes ambientais, como na Amazônia Legal. Esses exemplos mostram que é possível avançar quando há vontade política e coordenação entre os atores envolvidos.
O painel concluiu que a agenda climática não pode ser dissociada do combate aos crimes ambientais, sendo urgente a implementação de medidas concretas para garantir a eficácia das políticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.



