O Brasil tem potencial para zerar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2040, evitando assim os chamados pontos de não retorno em biomas como a Amazônia e o Cerrado. A afirmação foi feita pelo climatologista Carlos Nobre durante um painel na Rio Nature and Climate Week (RNCW), realizada no Rio de Janeiro entre os dias 2 e 6 de junho.
Alerta para limites críticos
Nobre destacou a emergência climática e alertou para os limites críticos que não devem ser ultrapassados. Segundo ele, o desmatamento zero, a expansão das energias renováveis e o desenvolvimento da sociobioeconomia são caminhos fundamentais para a transição climática. O cientista enfatizou a importância de integrar ciência, inovação e saberes tradicionais para alcançar um desenvolvimento sustentável.
Medidas necessárias
Para atingir a meta de emissões líquidas zero até 2040, Nobre defendeu a implementação de políticas públicas que promovam a conservação dos biomas e a redução do desmatamento. Ele também ressaltou a necessidade de investimentos em tecnologias limpas e na bioeconomia, que podem gerar empregos e renda de forma sustentável.
A participação de Carlos Nobre na RNCW reforça o papel do Brasil como protagonista nas discussões sobre mudanças climáticas, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental.



