Antártida registra 15,4°C no inverno e acende alerta climático global
Antártida registra 15,4°C no inverno e acende alerta

A Antártida registrou temperaturas recordes de 15,4°C durante o seu inverno, um fenômeno que acendeu o alerta entre cientistas e autoridades ambientais. O calor extremo no continente gelado ocorre em meio a um cenário global de mudanças climáticas, com impactos significativos também na Europa.

Recorde na Antártida

O novo recorde foi registrado na base militar argentina Esperanza, localizada na Península Antártica. A temperatura de 15,4°C é a mais alta já medida no inverno antártico, superando marcas anteriores. O calor incomum provocou degelo acelerado e chuvas em áreas que normalmente são cobertas por neve, alterando o ecossistema local.

Especialistas apontam que o aquecimento na Antártida está diretamente ligado às mudanças climáticas globais, impulsionadas pela emissão de gases de efeito estufa. O degelo pode contribuir para o aumento do nível do mar, afetando comunidades costeiras em todo o mundo.

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Ondas de calor na Europa

Enquanto a Antártida enfrenta calor extremo no inverno, a Europa vive um verão marcado por ondas de calor intensas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o aquecimento global está causando um impacto crescente no continente, com mais de 200 mil mortes relacionadas ao calor nos últimos quatro anos.

Países como Itália e Grécia estão entre os mais afetados, com temperaturas que ultrapassam os 40°C com frequência. A OMS destacou a urgência de medidas preventivas, como a criação de planos de ação contra o calor e a melhoria da infraestrutura de saúde para lidar com os efeitos das altas temperaturas.

Alerta global

Os recordes na Antártida e na Europa são sinais claros de que as mudanças climáticas estão se intensificando. Cientistas alertam que, sem ações concretas para reduzir as emissões de carbono, eventos extremos como esses se tornarão mais frequentes e severos.

O degelo na Antártida não apenas eleva o nível do mar, mas também pode alterar correntes oceânicas e padrões climáticos globais. Na Europa, as ondas de calor representam riscos diretos à saúde pública, especialmente para idosos e pessoas com doenças crônicas.

A OMS reforça a necessidade de adaptação e mitigação, incluindo investimentos em energias renováveis, planejamento urbano sustentável e sistemas de alerta precoce. O momento de agir é agora, antes que os impactos se tornem irreversíveis.

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