O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto até a próxima sexta-feira, após um acordo preliminar com o Irã. No entanto, especialistas em segurança marítima alertam que a remoção de minas navais pode levar semanas, mantendo o risco para navios de carga, petroleiros e embarcações comerciais.
Contexto do conflito
Antes do início das hostilidades na região, cerca de 20% do petróleo e gás natural consumidos no mundo passavam pelo estreito, uma hidrovia estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A guerra interrompeu o fluxo, causando picos nos preços internacionais e afetando cadeias globais de suprimento.
Acordo preliminar
O acordo entre EUA e Irã, mediado por nações do Golfo, prevê a retirada gradual de forças navais e a desobstrução do canal. Trump afirmou que a reabertura total ocorrerá em poucos dias, mas não detalhou as operações de desminagem.
Empresas de navegação, seguradoras e companhias petrolíferas ainda consideram a passagem arriscada. Muitas aguardam garantias de segurança antes de retomar o tráfego. A falta de certeza sobre a limpeza das minas pode atrasar a normalização do transporte marítimo.
Desafios logísticos
Especialistas estimam que a remoção completa de minas pode levar de duas a quatro semanas, dependendo do número de artefatos e das condições do mar. Enquanto isso, navios continuam ancorados em portos próximos, como Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, à espera de autorização para seguir viagem.
A reabertura parcial já foi iniciada, mas o tráfego ainda é limitado. A comunidade internacional monitora a situação com cautela, temendo novos incidentes que possam comprometer a estabilidade regional e o fornecimento de energia.



