Ministro diz que Brasil seguirá negociando com EUA para evitar tarifas
Ministro: Brasil segue negociando com EUA para evitar tarifas

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira que o governo brasileiro não sairá da 'mesa de negociação' com os Estados Unidos para tentar evitar um novo tarifaço sobre produtos nacionais. Em evento na Firjan, no Rio de Janeiro, o ministro criticou a abordagem política do senador Flávio Bolsonaro, que sugeriu uma postura mais agressiva. 'Não há espaço para política quando se trata de defender os interesses do Brasil', declarou Elias Rosa.

Rodada de conversas e expectativas técnicas

O ministro revelou que houve uma rodada de conversas com técnicos norte-americanos nesta terça-feira e que a expectativa é de novas reuniões técnicas ainda nesta semana. 'Estamos em diálogo constante, buscando soluções que evitem medidas unilaterais que prejudiquem nossa economia', disse. Apesar do prazo próximo para a imposição das tarifas, o governo brasileiro mantém a confiança de que um acordo pode ser alcançado.

Concessões no etanol estão fora da pauta

Elias Rosa foi enfático ao afirmar que discussões sobre concessões no setor de etanol não farão parte das negociações. 'Nosso objetivo é proteger a produção nacional, especialmente no Nordeste, onde o etanol gera milhares de empregos', explicou. A decisão visa resguardar a competitividade do biocombustível brasileiro, um dos pilares da matriz energética do país.

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Críticas à postura de Flávio Bolsonaro

O ministro também criticou abertamente a ação do senador Flávio Bolsonaro, que tem defendido uma linha mais dura contra os EUA. 'Não há espaço para política partidária em um momento que exige união e pragmatismo. O que está em jogo é o emprego do trabalhador brasileiro', afirmou. A declaração reflete a tensão entre o governo Lula e setores da oposição que pressionam por uma resposta mais enérgica.

Impacto econômico das tarifas

Especialistas apontam que novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, como aço, alumínio e suco de laranja, podem causar perdas superiores a US$ 3 bilhões ao ano. O setor industrial é um dos mais vulneráveis, com potencial de demissões em cadeia. 'Estamos fazendo o possível para evitar esse cenário', garantiu o ministro.

O governo brasileiro também busca apoio de outros países do Mercosul e de parceiros comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC) para fortalecer sua posição nas negociações. A expectativa é de que os próximos dias sejam decisivos para o desfecho da disputa comercial.

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