A geração com mais de 50 anos, chamada de 'geração prateada', está ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho brasileiro e já responde por 20% da renda nacional. Em 2024, essa faixa etária produziu R$ 89 bilhões mensais, segundo dados analisados pela economista Ana Amélia Camarano em seu livro recém-lançado.
Fatores que impulsionam o avanço
O aumento da longevidade, a maior escolarização e a entrada das mulheres no mercado de trabalho são os principais motores desse movimento, de acordo com Camarano. 'A população com mais de 50 anos está mais saudável, mais educada e mais disposta a permanecer ativa profissionalmente', afirma a economista.
O piloto de helicóptero Luis Trinxet, de 56 anos, é um exemplo dessa tendência. Ele trocou de carreira aos 38 anos e hoje colhe os frutos da experiência acumulada. 'Muitos profissionais maduros trazem know-how que os mais jovens ainda não têm', comenta.
Impacto econômico e social
Esse contingente etário não apenas contribui com parcela significativa da renda, mas também impulsiona setores como saúde, educação e serviços financeiros. A participação feminina é destaque: mulheres acima de 50 anos estão ingressando ou retornando ao mercado em ritmo acelerado.
O livro de Ana Amélia Camarano detalha como essa mudança demográfica impacta políticas públicas e o mercado de consumo. 'É uma revolução silenciosa que exige adaptação das empresas e do governo', ressalta a autora.
Perspectivas futuras
Com o envelhecimento populacional, a tendência é que a geração prateada amplie ainda mais sua participação na economia. Especialistas apontam a necessidade de programas de requalificação e flexibilização trabalhista para aproveitar esse potencial.



