Fim da guerra Irã-EUA pode beneficiar economia brasileira
Fim da guerra Irã-EUA pode beneficiar economia do Brasil

Caso se confirme o fim da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, além dos evidentes benefícios humanos do fim do conflito bélico, a economia mundial poderá, gradativamente, se recuperar. Principalmente se o Estreito de Ormuz for reaberto sem exceções, liberando o fluxo marítimo de parte do petróleo produzido mundialmente. Para o Brasil, a repercussão será boa, embora reduza a exportação de petróleo.

Impactos econômicos positivos

Tratando exclusivamente de economia - porque fim de guerras sempre será uma excelente notícia -, com o tempo deverão cair os preços do óleo diesel. O Brasil importa cerca de 20% do que é consumido no país, combustível essencial para o transporte rodoviário. Isso, em tese, reduzirá a pressão sobre os preços da maioria dos produtos, como alimentos.

Digo em tese porque os postos de abastecimento costumam reajustar rapidamente para cima os preços dos combustíveis, mas demoram para reduzi-los quando o mercado favorece esse corte.

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Desafios para as exportações

Do ponto de vista das exportações, o Brasil, que aumentou as vendas de petróleo para a China, grande consumidor desse combustível fóssil produzido no Oriente Médio, terá de procurar novos mercados.

Guerras desestabilizam a economia

Guerras sempre desestabilizam a economia, pelas incertezas que provocam. Como é o caso do ataque russo à Ucrânia, que ocorre desde fevereiro de 2022, na retomada do conflito iniciado em 2014.

Essa guerra, além das perdas humanas irrecuperáveis e da destruição de diversas áreas da Ucrânia, impacta os mercados de fertilizantes - o Brasil importa cerca de 85% do que utiliza nas lavouras -, de óleo e gás.

Torço, portanto, para que o anunciado fim da guerra no Oriente Médio realmente se confirme, poupando vidas, infraestrutura, economia, importações e exportações. E que influencie Rússia e Ucrânia a interromper seu conflito, que já dura mais do que a Primeira Guerra Mundial.

Os bilhões (trilhões?) de dólares ou euros que os países costumam gastar em armamentos poderiam ser utilizados para desenvolver novos medicamentos contra o câncer, para combater a fome no mundo - estima-se que afete 673 milhões de pessoas -, para levar água potável para dois bilhões de humanos que ainda não contam com esse insumo básico à vida etc.

Toda vez que surge uma nova guerra, duvido da inteligência humana para resolver conflitos.

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