O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou nesta sexta-feira (12) que Washington está determinado a restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, independentemente da colaboração do Irã. Durante um evento sobre segurança energética promovido pela Bloomberg, Wright afirmou que, mesmo sem um acordo com as lideranças persas, as Forças Armadas norte-americanas retomarão o fluxo no estreito.
Impacto no mercado de petróleo
Wright destacou que cerca de sete milhões de barris de petróleo bruto e refinado transitam diariamente pelo Golfo Pérsico. Ele mencionou que, caso haja um entendimento com Teerã, as sanções contra o país poderão ser "parcialmente suspensas". O secretário também comentou sobre os altos preços da gasolina nos EUA, enfatizando que não imporá uma proibição à exportação de petróleo para conter os custos. No entanto, não descartou a possibilidade de isenção do imposto sobre combustíveis durante o verão do Hemisfério Norte, como forma de aliviar os consumidores.
Relações com a Venezuela
Perguntado sobre a Venezuela, Wright afirmou que os EUA estão colaborando com o país latino-americano. "As exportações de petróleo mais que dobraram desde janeiro. Veremos um crescimento gigante das exportações venezuelanas", acrescentou o secretário.
Contexto diplomático
A declaração ocorre em meio a negociações entre EUA e Irã para um possível acordo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, em publicação no X, afirmou que um memorando de entendimento "nunca esteve tão próximo", mas pediu o fim de especulações. Ele ressaltou que o acordo ainda depende de sua conclusão formal. O Irã também informou que ainda não há decisão sobre o pacto que o presidente Donald Trump deseja ver assinado em breve. Se confirmado, o acordo representaria o avanço diplomático mais significativo até o momento para encerrar o conflito que já dura três meses.



