Brasil contesta tarifa de 12,5% e chama investigação dos EUA de 'arbitrária'
Brasil contesta tarifa de 12,5% dos EUA e critica investigação

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou de forma significativa em maio, impulsionado pelo avanço das importações e pela queda das exportações, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (7). O déficit comercial ocorre quando um país compra mais produtos e serviços do exterior do que vende para outros países. Em maio, os Estados Unidos importaram mais mercadorias e exportaram menos, ampliando a diferença entre compras e vendas externas.

Impactos da guerra e da inteligência artificial

O resultado foi registrado em um período marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio, que alterou fluxos do comércio internacional e aumentou a demanda por alguns produtos. Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial impulsionou as compras externas de equipamentos e insumos usados na construção de centros de dados no país.

Números do déficit

O déficit comercial dos EUA saltou 42,2% em relação a abril, alcançando US$ 77,6 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões). As importações cresceram 3,3%, para US$ 395,3 bilhões (R$ 2,04 trilhões), enquanto as exportações caíram 3,2%, para US$ 317,7 bilhões (R$ 1,64 trilhão). Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das importações estão bens de consumo, petróleo bruto, insumos industriais, automóveis, peças e equipamentos de informática, segundo o Departamento de Comércio.

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Exportações de petróleo sobem, medicamentos caem

Do lado das exportações, as vendas externas de petróleo bruto e derivados aumentaram após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Em contrapartida, produtos como medicamentos registraram queda nas exportações.

Tarifaço de Trump e impacto no Brasil

O aumento do déficit comercial também ocorre em meio à política de tarifas adotada pelo governo de Donald Trump. As medidas têm como objetivo encarecer produtos importados, incentivar a produção doméstica e reduzir a dependência dos Estados Unidos de fornecedores estrangeiros. No entanto, os dados de maio mostram que esse efeito ainda não apareceu. Mesmo com o aumento dos custos de importação, empresas americanas continuaram comprando produtos do exterior, especialmente itens considerados essenciais, como equipamentos de tecnologia, petróleo e componentes industriais.

A tarifa global mínima em vigor é de 10% sobre a maioria dos produtos importados, embora alguns setores estejam sujeitos a taxas adicionais, como aço, alumínio, automóveis e autopeças. Além disso, o governo americano prevê novas tarifas para diversos países, incluindo o Brasil, em meio a investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos. Especialistas apontam que empresas também podem antecipar compras do exterior para evitar possíveis aumentos de tarifas no futuro. Ao mesmo tempo, medidas de retaliação adotadas por outros países podem afetar as exportações americanas.

*Com informações da agência France Presse

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