A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre com superávit de US$ 42,4 bilhões, resultado impulsionado pelo desempenho das exportações em junho, especialmente de petróleo, carne bovina e soja. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou os dados nesta sexta-feira (3).
Superávit de junho cresce 66,6%
Em junho, o superávit comercial foi de US$ 9,76 bilhões, um aumento de 66,6% em relação ao mesmo mês de 2025. As exportações somaram US$ 30,8 bilhões, alta de 12,3%, enquanto as importações totalizaram US$ 21,04 bilhões, queda de 1,5%. O resultado foi influenciado pelo crescimento nas vendas de petróleo e derivados, que subiram 34%, e de carnes, com alta de 18%.
Revisão das projeções para 2026
O governo revisou as projeções para o ano de 2026. A estimativa para o superávit comercial subiu de US$ 85 bilhões para US$ 90 bilhões. As exportações devem alcançar US$ 360 bilhões, ante projeção anterior de US$ 350 bilhões, e as importações foram revisadas de US$ 265 bilhões para US$ 270 bilhões. Segundo o MDIC, a revisão reflete a expectativa de manutenção do ritmo das vendas externas de commodities e a recuperação da demanda internacional.
Impacto no agronegócio e na indústria
O agronegócio contribuiu com exportações de soja e carnes, que registraram recordes no semestre. A soja em grão respondeu por US$ 28 bilhões em vendas, alta de 15% sobre o mesmo período de 2025. Já a carne bovina somou US$ 12 bilhões, crescimento de 20%. No setor industrial, os embarques de petróleo e derivados atingiram US$ 35 bilhões, impulsionados pela alta do barril no mercado internacional.
O secretário de Comércio Exterior do MDIC, João Paulo de Oliveira, afirmou: "Os números mostram a resiliência da nossa pauta exportadora, com destaque para petróleo e agronegócio. A revisão das projeções para 2026 sinaliza confiança na continuidade desse desempenho."



