Governo Trump rejeita ação militar no Brasil e chama hipótese de 'absurda'
Trump rejeita ação militar no Brasil e chama hipótese de 'absurda'

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu o Itamaraty e considerou 'absurda' a hipótese de uma ação militar dos EUA no Brasil. A declaração ocorre após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviar um ofício à Câmara dos Deputados alertando que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas abre margem para o uso da força militar americana em território brasileiro.

Resposta do Departamento de Estado

O Departamento de Estado americano rejeitou veementemente a ideia, afirmando que as ações visam exclusivamente combater narcoterroristas e não representam qualquer ameaça à soberania brasileira. 'Consideramos absurda a sugestão de que os Estados Unidos planejam uma intervenção militar no Brasil', declarou um porta-voz do órgão, em nota oficial.

Posição do Ministério da Defesa

O Ministério da Defesa brasileiro também não vê perigo iminente de ação militar estrangeira. Segundo fontes da pasta, o foco das tensões atuais entre Brasil e EUA está nas questões comerciais, e não em conflitos armados. A designação de PCC e CV como terroristas, anunciada no final de junho, foi interpretada pelo Itamaraty como um passo que poderia levar a medidas unilaterais dos EUA, mas o governo Trump descarta qualquer movimento nesse sentido.

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Contexto da classificação

A classificação das duas maiores facções criminosas do Brasil como organizações terroristas pelos EUA gerou reações diversas. Enquanto o governo brasileiro busca evitar que isso afete a soberania nacional, especialistas apontam que a medida pode facilitar a cooperação internacional no combate ao crime organizado. No entanto, o ofício de Mauro Vieira à Câmara destacou o risco de 'interpretações extensivas' que poderiam justificar uma ação militar, algo que o governo Trump agora nega categoricamente.

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