Torcedores processam Fifa por veto a bandeira iraniana pré-1979
Torcedores processam Fifa por veto a bandeira iraniana

Torcedores iranianos e grupos de direitos civis entraram com uma ação judicial contra a Federação Internacional de Futebol (Fifa) nos Estados Unidos, contestando a proibição da bandeira do Irã anterior à Revolução de 1979 nos estádios da Copa do Mundo de 2026. A medida, segundo os autores, viola o direito à liberdade de expressão garantido pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Entenda o caso

A ação foi movida pelo Instituto para as Vozes da Liberdade, uma organização sediada na Califórnia que defende a liberdade de expressão. O grupo alega que a Fifa, ao vetar a exibição da bandeira com o leão e o sol, símbolo do Irã pré-revolucionário, está censurando manifestações políticas legítimas de torcedores que se opõem ao atual regime iraniano.

De acordo com o processo, diversos torcedores foram impedidos de entrar nos estádios ou tiveram suas bandeiras confiscadas por seguranças da Fifa durante os jogos da Copa do Mundo. A organização pede que a justiça autorize a exibição do símbolo e conceda compensação financeira para aqueles que sofreram restrições.

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Posição da Fifa

A Fifa, por sua vez, defende que a proibição se baseia em regras que impedem manifestações políticas nos estádios, com o objetivo de manter o foco no esporte. A entidade, no entanto, não detalhou quais regulamentos específicos teriam sido infringidos pelos torcedores. A bandeira pré-revolucionária é frequentemente associada a movimentos de oposição ao governo iraniano, o que a Fifa considera uma mensagem política.

Especialistas em direito esportivo apontam que a Fifa tem autonomia para definir regras de conduta em seus eventos, mas a aplicação dessas regras em solo americano pode esbarrar em garantias constitucionais locais. A decisão judicial poderá estabelecer um precedente importante sobre os limites da liberdade de expressão em eventos esportivos internacionais.

O caso segue em tramitação na Justiça dos Estados Unidos, e ainda não há data para julgamento. Enquanto isso, a comunidade iraniana no exílio e ativistas de direitos humanos acompanham de perto o desenrolar do processo, que pode influenciar futuras políticas da Fifa em relação a símbolos políticos.

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