Petróleo dispara com ataques dos EUA ao Irã
O preço do petróleo registrou forte alta nesta segunda-feira, impulsionado por ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã. O barril do Brent, referência internacional, chegou a se aproximar dos US$ 80, mas perdeu força e está sendo cotado na faixa dos US$ 74. Já o WTI, referência americana, atingiu US$ 73,15. A escalada da tensão no Oriente Médio reacendeu o temor de interrupção no fornecimento de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Bolsas asiáticas em queda livre
O clima de aversão ao risco dominou os mercados asiáticos. As Bolsas de Tóquio e Shenzhen fecharam em baixa, enquanto Seul despencou 8,95%, liderando as perdas. O índice Nikkei, de Tóquio, caiu 3,2%, e o Shenzhen Component recuou 2,1%. A exceção foi Hong Kong, que conseguiu fechar em leve alta de 0,3%. O movimento reflete a combinação de dois fatores: o conflito geopolítico e as preocupações com o setor de semicondutores, que sofre com a volatilidade do boom de inteligência artificial.
Impacto do conflito nos estoques globais
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o conflito ameaça os estoques globais de petróleo. “A situação no Estreito de Ormuz é crítica. Qualquer interrupção pode elevar os preços e afetar a recuperação econômica mundial”, afirmou um porta-voz da AIE. O mercado também monitora possíveis retaliações iranianas, que poderiam agravar ainda mais a oferta.
Europa opera em alta
Enquanto a Ásia registrava perdas, as Bolsas europeias operavam em alta no início do pregão. O índice Stoxx 600 subia 0,8%, puxado por ações de energia e defesa. Investidores avaliam que o conflito pode beneficiar setores estratégicos, mas mantêm cautela diante da incerteza.
Setor de semicondutores sob pressão
As Bolsas asiáticas também sofreram com a volatilidade no setor de semicondutores, que enfrenta dúvidas sobre a sustentabilidade do boom de inteligência artificial. Empresas como TSMC e Samsung perderam valor, contribuindo para a queda generalizada. Analistas apontam que o mercado pode estar superaquecido, e a tensão geopolítica acelera a correção.



