A oposição pró-Rússia na Armênia, representada pela aliança Armênia Forte, contestou oficialmente o resultado das eleições parlamentares realizadas no país, alegando irregularidades no pleito e pedindo a anulação da votação. O partido do primeiro-ministro Nikol Pashinian, Contrato Civil, obteve quase 50% dos votos, enquanto a aliança opositora recebeu 23,2%.
Acusações de fraude eleitoral
A Armênia Forte alega que houve múltiplas violações durante o processo eleitoral, incluindo compra de votos, manipulação de urnas e pressão sobre eleitores. A aliança exige que a Comissão Eleitoral Central investigue as denúncias e anule o resultado. Pashinian, por sua vez, rejeitou as acusações e afirmou que a eleição foi livre e justa.
Tensões geopolíticas em jogo
O pleito ocorre em meio a tensões geopolíticas, já que Pashinian busca reduzir a dependência da Armênia em relação à Rússia e fortalecer laços com o Ocidente, especialmente com a União Europeia e os Estados Unidos. A oposição pró-Rússia vê essa aproximação como uma ameaça aos interesses históricos de Moscou na região do Cáucaso.
Investigação em andamento
A Comissão Eleitoral da Armênia informou que está analisando as denúncias de irregularidades e que deve apresentar um relatório nos próximos dias. Enquanto isso, a oposição promete levar o caso à Justiça e mobilizar seus apoiadores para protestos nas ruas. A comunidade internacional acompanha com atenção o desenrolar dos acontecimentos, que podem impactar a estabilidade política no país.



