Equipes de resgate removiam escombros na capital ucraniana, Kiev, em busca de sobreviventes nesta sexta-feira, enquanto as bandeiras eram arriadas a meio mastro para marcar um dia de luto após ataque russo com mísseis e drones ter matado pelo menos 30 pessoas na véspera.
Ataque mais mortal do ano em Kiev
O ataque — o mais mortal da Rússia contra a capital ucraniana neste ano — também deixou 92 feridos, informou na sexta-feira o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko. Os pais de um menino de 10 anos, que foi hospitalizado após o ataque, bem como uma menina de 15 anos, continuavam desaparecidos, disse ele.
Ataque a Sumy e dia de luto
Separadamente, um ataque russo com drones a uma casa na região de Sumy, no norte do país, matou quatro pessoas na madrugada desta sexta-feira, incluindo uma mulher e sua filha pequena, informou a Procuradoria-Geral. Klitschko anunciou um dia de luto em Kiev para esta sexta-feira. As operações de resgate continuavam pelo segundo dia, disse ele, enquanto peritos forenses trabalhavam para identificar partes de corpos.
Contexto da guerra
Nos últimos meses, a Ucrânia reduziu drasticamente o avanço russo na linha de frente de 1.200 km e reconquistou território em algumas áreas. “A Rússia não tem mais nenhum argumento para justificar sua guerra além de seus mísseis balísticos”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em discurso na noite de quinta-feira. “(O presidente russo, Vladimir) Putin ainda pretende ‘destruir’ edifícios residenciais em vez de pôr fim a esta guerra.”
Destruição sem precedentes
A escala e a extensão da destruição por toda a capital não tinham praticamente precedentes, mesmo em uma guerra que já está em seu quinto ano. Zelenskiy disse que mais de 100 prédios residenciais foram danificados. Moscou afirmou que os ataques foram uma retaliação aos ataques com drones ucranianos contra a Rússia.



