No Web Summit Rio 2026, investidores de capital de risco debateram a internacionalização de startups latino-americanas, enfatizando a necessidade de preparação para competir globalmente. O painel contou com a participação de Marcello Gonçalves, cofundador e sócio da DOMO VC, Izabel Gallera, sócia da Canary, e Marcelo Lima, sócio da Monashees.
Desafios da internacionalização
Os gestores destacaram que, embora a América Latina seja rica em inovação, a região ainda perde talentos e inovação para os Estados Unidos. Para reverter esse cenário, as startups precisam se estruturar desde cedo para a expansão internacional.
Testes locais antes da expansão
Uma das principais recomendações foi a de testar conceitos e produtos localmente antes de tentar escalar para outros mercados. Isso permite validar o modelo de negócio e ajustar estratégias com menos riscos.
Os investidores também ressaltaram a resiliência dos empreendedores latinos, que enfrentam desafios únicos, mas demonstram grande capacidade de adaptação e inovação. A internacionalização, segundo eles, é um passo natural para startups que buscam crescimento sustentável.
Oportunidades e preparação
Apesar das dificuldades, o mercado global oferece oportunidades significativas para empresas latino-americanas, especialmente em setores como fintech, healthtech e agrotech. A chave está em se preparar adequadamente, buscando parcerias estratégicas e compreendendo as particularidades de cada mercado.
O Web Summit Rio 2026, realizado no Rio de Janeiro, reafirmou seu papel como um dos principais eventos de tecnologia e inovação da América Latina, promovendo discussões cruciais para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor da região.



