Colômbia: transição presidencial suspensa em meio a tensões
Transição presidencial suspensa na Colômbia

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a suspensão das reuniões de transição com o governo que deixa o poder, intensificando as tensões antes da posse marcada para 7 de agosto. O governo do presidente Gustavo Petro reagiu rapidamente e também decidiu se retirar do processo.

Acusações e reações

“Não podemos sentar à mesa com um bando de golpistas e funcionários corruptos que se recusam a reconhecer a vontade soberana do povo”, declarou De la Espriella nesta terça-feira. Ele pediu que as Forças Armadas protejam a Constituição e convocou a comunidade internacional a permanecer vigilante.

O ministro da Fazenda, Germán Ávila, que chefia as reuniões pelo lado do governo de saída, havia dito mais cedo que a equipe está “cansada das agressões” vindas do grupo de De la Espriella.

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Incerteza política

O atrito entre os dois lados aumenta a incerteza em torno do que deve ser a primeira transição presidencial contestada da Colômbia em décadas. Petro afirma não reconhecer a legitimidade do governo eleito e sustenta que seu aliado, Iván Cepeda, venceu a eleição no mês passado, mas foi privado da vitória por fraude.

A suspensão das conversas, no entanto, não muda o fato de que De la Espriella assumirá o cargo no mês que vem, segundo Sergio Guzmán, fundador da consultoria Colombia Risk Analysis. “Isso não deve deixar os investidores nervosos”, afirmou Guzmán em entrevista por telefone. “Só vai desacelerar o início do novo governo, porque ele terá pouca informação disponível no começo.”

Reação dos mercados

Os mercados, que subiram após a vitória de De la Espriella no mês passado, até agora mostraram pouca reação ao impasse, indicando que a crise política ainda não afetou a confiança dos investidores.

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